IMAGEM: jogadores de basquete da Andef, em cadeiras de rodas, participam de disputa
IMAGEM: jogadores de basquete da Andef, em cadeiras de rodas, participam de disputa

PARAVOCÊ por Daniela Sirigni

Vou abrir o meu coração com uma pequena passagem que aconteceu conosco há alguns dias e acho legal compartilhar.

O colégio atual da minha filha Ágatha, de 8 anos, promoveu uma excursão à Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos – Andef (www.andef.org.br). Alguns pais ficaram muito preocupados; outros apenas não deixaram seus filhos irem… Mas eu resolvi perguntar a Ágatha se ela gostaria de ir e ela me respondeu:

–  Claro, mamãe!

–  Ágatha, você sabe o que é a Andef?

– É um clube de pessoas com deficiência física.

E insisti:

– Ágatha, você sabe que tem de ser educada com todos, né? E lá não deve apontar pra ninguém ou cochichar.

– Pode deixar que não vou zombar das pessoas e vou ficar impressionada com o que eles fazem e não com o que eles são…

E foi.

Na volta, veio toda feliz porque jogou futebol de cegos, experimentou andar de cadeira de rodas e fez novos amigos!

 

2 comentários em “Um passeio diferente

  1. Acho legal que a Ágatha tenha tido uma experiência legal, mas confesso que acho meio esquisito esse tipo de “passeio”, no qual fica explícita a exclusão das pessoas com deficiência. O olhar da criança será mais ou menos assim: aqui, na minha escola, é o lugar das pessoas “normais”; lá, é o lugar deles, dos deficientes. Como defendo a escola inclusiva, acho que a escola especial só deveria existir para casos tão severos que os pais decidissem (os pais, nunca a escola!) que aquele lugar é melhor para seu filho. E se a escola é inclusiva, a criança vai ver no seu dia a dia pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual… E não vai precisar visitar os “macaquinhos no zoológico” (que ninguém se ofenda, mas como mãe de uma criança com deficiência intelectual fico bem à vontade pra falar que é assim q eu me sentiria se crianças “normais” fossem visitar meu filho pra saber o que é deficiência).
    * Sei que no caso é uma associação de deficientes físicos adultos, só estou tentando explicar meu ponto de vista.

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    1. Caraca Lu!!! Minha resposta foi quase idêntica a sua – mas foi via facebook! – Agora que vi seu comentário aqui! Concordo em gênero, número e grau, também falando como mãe de criança com deficiência, já até colaborei aqui pro blog! Meu filho tem Síndrome de Cri du Chat, como você sabe. E eu me sentiria PÉSSIMA se a escola ou instituição do meu filho recebesse esse tipo de visita. Ele vai entrar na escola ano que vem e faço questão de colocar em uma inclusiva.

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