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Por Fabiana Ribeiro
O QUE EU ESTAVA ESPERANDO?
Que o primeiro dever de casa chegasse numa folha comum.
Que eu tivesse que marcar uma reunião e, assim, formalizar adaptações já pedidas no ano anterior.
Que as orientações dos anos anteriores teriam de ser renovadas, dado que uma nova coordenadora chegou.
O QUE ACONTECEU?
Eu me enganei. Que bom!
Eis que chega o ano do dever de casa. E cá pensei comigo: lá vamos nós pedir uma adaptação desse desafio. Mas, tchan!, o primeiro dever de casa chegou já num tamanho A3, num formato pra lá de confortável para o Vítor. Um cuidado que, pra mim, se traduziu em respeito com meu pequeno – tão aluno quanto qualquer outro da turma. E, de quebra, me deu um banho de otimismo para encarar a jornada escolar dos próximos anos.
Um simples dever adaptado, antes do solicitado, significa olhar e enxergar aquele aluno – mesmo que tenhamos que pensar e repensar nesse formato ao longo do ano. Não importa. Significa que a escola reconhece – e conhece – aquele pequeno indivíduo como parte do grupo e que, sim, ele precisa acompanhar as atividades da mesma forma que Alices, Julias e Lucas. Demonstra que, sim, a escola está agindo de forma assertiva e não reativa. E isso faz a maior diferença.
Mas, reunião marcada, vamos lá. Mais surpresas. Além do dever de casa, eu também me deparei com a notícia de que foi preparado para ele um teclado com letras maiores, para as aulas de informática. Para as atividades que são passadas no quadro para a turma, a assistente repassa, de mais perto, para ele. E meu caçula ganhou um planejamento próprio (exclusivo mesmo) que lhe repete mais pertinho a rotina com as atividades do dia – que ficam expostas no quadro para a turma. Sem falar que já já alfabeto e numerário estarão na parede numa altura próxima dos olhos do meu filhote, o que vai facilitar um bocado o seu aprendizado em tempos de alfabetização  – ouso até dizer que o de alguns colegas também.
A escola seguiu o que mais ou menos a terapeuta indicara como futuras ações no ano passado. Digo “mais ou menos” porque a escola foi realmente além das recomendações. Resolveu experimentar, não esperou nova reunião com a terapeuta (aliás pede novo encontro) e, assim, vai tornando a vida escolar do meu filhote mais leve e produtiva. Acerta, sem manuais. Inclui, sem grandes mudanças (leia-se também: custo). E, por fim, transforma a vida do meu filho e, sem dúvida, dos menores que aprendem um pouco mais sobre as diferenças.
Espero me enganar mais vezes com a escola. Tomara! Torçam por mim!

3 comentários em “Quando a escola surpreende

  1. Bom dia Fabiane! Sou mãe do Breno fará 9 anos em abril, está no 3º ano EF. Que bom me deparar com esse seu depoimento hoje, estou passando realmente por esse mesmo motivo, (quer dizer o oposto do seu) não me enganei com a escola dele não, eu que estou adaptando/ampliando o material em casa com letras bastão. Estou dando um depoimento sobre como está caminhando a inclusão na escola do meu filho. Vou levar esse texto em uma reunião 6ª feira para mostrar o que nós mães esperamos das escolas “Nos enganar com as escolas”. Esses dias mandei um da Carla, e assim vai caminhando, vou semeando inclusão por aqui!!! Bom poder contar com vocês. Bjs

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