FOTO_Gente. Simples assim
Descrição da imagem: montagem de fotos em tiras de rostos de pessoas diferentes formando um único.

Por Carla Codeço

Desde que o mundo é mundo, existe todo tipo de gente. Com os mais diversos costumes, aparência e interesses. Com tanta diversidade, difícil saber o que esperar quando se trata de um grupo. O que agrada? O que funciona?

Com tantas particularidades, não tem como pensar que pode ser simples trabalhar com gente. Sim, com gente. Desde agradar o paladar de clientes de um restaurante até educar e formar este grupo tão diverso. Durante muito tempo, a educação foi pensada para compor a força de trabalho. Neste objetivo, a “educação” buscava atingir um padrão minimamente satisfatório para os meios de produção e, para isso, homogeneizava turmas seriando por idade, dividindo o assunto por matéria, por complexidade e por aí vai.

Mas, com o passar do tempo, temos visto que o caminho não é este. Penso que é justamente o inverso. Em vez de insistir em homogeneizar os alunos para poder educar a massa, o caminho é olhar para o indivíduo, educar o indivíduo, e, com isso, formar pessoas independentes e plenas.

Entendo que ainda estamos num processo de transição e que a nova prática de educação, baseada em uma filosofia de emancipação, ainda está sendo construída e até mesmo pensada.

Mas e enquanto a escola não está pronta? Como fazer para atender um grupo tão heterogêneo? De alunos superdotados a alunos com dificuldade de aprendizagem. Com os mais variados ritmos de aprendizagem e os mais variados interesses? A resposta é que ninguém sabe como fazer. Várias formas estão sendo experimentadas, para, então, se chegar a um caminho satisfatório.

Enquanto isso, o que fazem as famílias que têm filhos com deficiência? Escondem a criança em casa? Juntam-se em escolas especiais, guetos de minorias? Ora, se as escolas dizem ser difícil atender a uma turma de 30 alunos que recebe uma criança com deficiência, não consigo imaginar como seria a aula numa turma com 30 alunos, todos com deficiência, reunidos na mesma sala, numa mesma escola. Fato é que muitas escolas rejeitam matrícula ou solicitam a contratação de um profissional de apoio, pago pelos pais, alegando que não estão preparadas. Se parássemos pra pensar, nós também não estávamos preparados para sermos pais de uma criança com deficiência, mas usamos nossos parcos conhecimentos de pais de segunda viagem, muito amor e vontade de fazer o melhor e tem dado muito certo!

Entendo que não é simples educar este grupo tão heterogêneo. Mas imagine se a moda pega! Se alguém com uma doença complexa entra no hospital e recebe a notícia: “Olha, não estamos preparados para receber um paciente como você”.

Desde que o mundo é mundo existe todo tipo de gente. Desde que existem hospitais e escolas estes existem para atender nada mais nada menos que GENTE!

Um comentário em “Gente. Simples assim.

  1. Carla! Parabéns pelo lindo texto. As suas palavras nos comovem pela maneira simples como aborda as diferenças.
    Segue com carinho, texto voltado para mostrar que somos IGUAIS NAS NOSSAS DIFERENÇAS.
    grd abç,
    Carlos Passarelli (escritor, poeta, tio e padrinho de uma linda DOWNZINHA chamada carinhosamente de LYLY- Lydia Goneli

    SOMOS TODOS IGUAIS EM NOSSAS DIFERENÇAS

    Nas nossas diferenças, deveríamos encontrar semelhanças para uma saudável convivência existencial.
    Somos iguais perante à vida, perante ao Criador.
    Mas, muitas vezes somos resolutos demais internamente, em admitirmos essa verdade.
    Nos escondemos por medo, preconceito, desconhecimento das causas, detalhes tão pequenos e insignificantes que só trazem dores, tristezas e um imenso vazio, quando entendemos que nossas atitudes nos afastam de nós mesmos.
    Muitos desses seres humanos, postos à margem pela “sociedade”, ou seja, por nós, nem notam a nossa presença.
    Parecem viver em muitos casos um mundo todo seu, criado á partir de sua própria realidade ilusória.
    Parecem, repito, existirem em outro universo.
    Mas, não! Eles vivem aqui, ao nosso lado, brincando e sonhando com braços ternos envolvendo-os, com sorrisos doces e francos que os fazem sorrir também, com gestos protetores que os façam sentir-se seguros, com olhares que os conduzam a uma vida plena de carinho.
    Eles pedem tão pouco, às vezes nem pedem nada, apenas esperam que nós os notemos, sem receios, temores, vergonhas.
    A venda em nossos olhos não nos permite enxergar essa realidade.
    Nos impressionamos com coisas e feitos de grandes dimensões, esquecendo que são as coisas pequenas que, combinadas, as tornam possíveis.
    Nos aborrecemos com discordâncias, quando são as nossas diferenças que fazem a vida ser mais interessante.
    Gostamos de sentir que pertencemos a um grupo ou espécie, e concomitantemente construímos barreiras que nos isolam e que nos impedem de aproximarmos de alguém.
    Usamos filtros para só ver o que queremos ver, somente o que nos interessam.
    A diferença está em nós, em nosso próprio jeito de ser, muitas vezes ocultos pela vaidade, pela arrogância, pela prepotência humana, pela “superioridade”, pela intolerância.
    Sentimo-nos senhores, quando na verdade não passamos de servos.
    Precisamos desfazer os nós que nos torna reféns de uma particular solidão.
    Que nos afogam em nossas próprias mágoas, que nos sufocam em nosso próprio querer, que nos matam quando matamos em nós, o amor.
    Não devemos nos deixar levar pelas inconstâncias existenciais que nos afastam da verdade, da vida, que nos isolam em nós mesmos, que nos aprisionam em muros de sentimentos mesquinhos.
    Precisamos desvendar o véu que cobre nosso olhar, desnudar a alma por inteiro, abrir o coração sem medo de se entregar, estender as mãos no fraterno gesto do amor.
    O verdadeiro amor que queima dentro de cada um, que diz “celebre a vida”, que nos encoraja a receber cada momento novo como único, que nos leva a ajudar os outros simplesmente porque nos sentimos bem fazendo o bem.
    O verdadeiro amor, que deu sua vida por nós e que diz:
    ”amem uns aos outros como eu vos amei”.
    Os corações deles batem no mesmo compasso que o de todos nós.
    O que nos torna tão iguais são as nossas diferenças.
    Respeite-as.
    Oportunidade, dignidade, amizade, acessibilidade, escola, trabalho, amor…
    Palavras simples, mas profundas em seu sentido maior quando empregadas sem distinção, sem discriminação.
    Você estará fazendo mais que um bem à eles, ao mundo e a si próprio.
    Você inspirará outros a irem atrás de seus sonhos, e é assim, meu amigo, que se transforma o mundo.
    Dormirás sabendo que fez o que podia e isso fez a diferença e acordarás antecipando um futuro tão belo e excitante quanto puder imaginar.
    Para si e para todos.

    “Para que não exista mais nenhum tipo de intolerância e discriminação.
    Que o preconceito seja definitivamente sepultado em todos os corações.
    Não importa quais sejam eles, às quais ordens ou naturezas pertençam.
    Que a convivência seja harmoniosa e pacífica entre todos os seres humanos.
    Utopia? Talvez…
    Mas chegará o tempo em que somente o AMOR prevalecerá na terra.
    E ele se chama CRISTO.

    Caminha Down caminha com Jesus.
    *trechos complementares: Livro “O Sentido da Vida-Bradley Trevor.

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