Por Fabiana Ribeiro
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Descrição da imagem: Menino de perfil ao lado de um globo terrestre olhando os mapas através de uma lupa e com um sorriso no rosto.

Não sou pedagoga. Muito menos especialista em inclusão. Não tenho os manuais na gaveta para mostrar que inclusão se faz assim ou assado. Mas, antes mesmo de ser mãe, sou um ser humano que tem valores fortes o suficiente para achar no mínimo injusto o fato de muitas crianças ficarem para trás.

Mas, justamente por não ser pedagoga, desconhecer receitas de inclusão e ser uma pessoa que quer ver a inclusão nas escolas, estou sempre me informando sobre o que escolas fazem por aí em prol de seus alunos. Seus alunos todos.
E tem gente que não faz nada. Fato. Deixa isso tão claro que muitos dos responsáveis dos seus alunos agem quase como representantes da instituição de ensino escolhida: “Fulaninho não poderia estudar na escola dos meus filhos, porque não iria acompanhar o ritmo de lá”. Sinceramente, a pessoa que diz isso não deve ouvir o que fala. Enfim, essa escola não me interessa.
Passemos adiante.
Por outro lado, tenho visto experiências interessantes. Tentativas de escolas que, a despeito das dificuldades que a inclusão impõe (dos alunos às famílias), querem entrar na onda da inclusão. Seja por uma questão ética, para não perder aluno, por imagem ou apenas para cumprir a lei mesmo.
Nesse fim de semana, soube de uma inciativa simples e interessante. Em alguns sábados, uma escola, da rede particular de ensino de Niterói, promove aulas extras, para compensar os feriados ao longo do ano. E, para que as aulas provoquem a participação dos alunos, cada sábado extra versa sobre um tema. E adivinhem qual o tema do último sábado? I-N-C-L-U-S-Ã-O! Para esta aula, os alunos foram instruídos a levar recursos como bengalas, óculos, lupas, aparelhos auditivos e o que mais estivessem a seu alance para que pudessem discutir o assunto em atividades em sala.
É claro que isoladamente essa ação e nada são a mesma coisa. O que adianta só tocar no assunto uma vez por ano? Mas, dentro de uma proposta, essa iniciativa leva a questão para a sala de aula e ainda, de alguma forma, envolve as famílias (afinal, ninguém vai encontrar uma bengala na caixa de brinquedos…). E é disso que as escolas precisam: falar sobre o assunto. Dividir com os alunos. Dividir com os pais. Dividir para, assim, (desculpe se soar cliché), somar.

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