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DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Foto de um outdoor em fundo vermelho escrito em letras brancas, onde lê-se: “Pelo fim dos privilégios para deficientes.”

Por Gonzalo Lopez

Num mundo em que o ódio e a discriminação são meios para se buscar como fim o respeito e o amor… Algo está muito errado.

A campanha da secretaria de direitos humanos (melhor, da Pessoa com Deficiência) de Curitiba utilizou psicologia reversa em campanha de marketing para afirmação de direitos. É sério isso?!

Em um tema de direitos de minorias? No qual lutamos para afirmar os direitos? Então, é válido realmente desconstruir uma longa luta e subsidiar com discurso de ódio (do tipo encontrado na página do Facebook criada) para consolidar direitos?

Não concordo. Sequer entendo.

Psicologia reversa não se aplica para conscientização positiva, pois desperta manifestações fascistas voluntárias.

Despertou ou aflorou sentimentos altamente negativos já predispostos em algumas pessoas de perfil fascista. E pior: ofertou argumentos (esdrúxulos, mas forneceu). Plantou sementes malditas.

E o que dizer para as pessoas com deficiência e tudo de ruim que sentiram e passaram nesses dois dias? Isso é razoável? Não.

Isso não é conscientização.
Existem milhões de outros caminhos.

Foram duas mil curtidas? Agradeça ao seu dinheiro (público) que bancou essa onda fascista e de retrocesso. E à gestão de Curitiba.

Talvez até funcione nessa perspectiva conservadora a qual estamos vivenciando. Mas, sou adepto de uma abordagem pelo viés de afirmação de direitos e não de psicologia reversa e negativa a ser convolada a partir de ações recondicionantes da consciência que serão muito trabalhosas e de sucesso questionável (porque alguns que despertaram, continuarão achando razoável àqueles absurdos desumanos e inconstitucionais).

outdoor2Nunca gostei de Maquiavel. Vilipendiar corações e construir argumentos contrários aos direitos tão árdua e bravamente conquistados?

Desculpem, mas isso não é, nem nunca será, uma campanha que mereça elogios.
Isso foi criminoso e esperamos que ao menos os idealizadores responsabilizem todos que foram discriminatórios e odiadores (“haters”) nos comentários e em outros meios de ações/comunicação. Pois, agora, esses fascistas se acham com razão graças aos argumentos que vocês (gestão de Curitiba) forneceram.

Lamentável.

 

Um comentário em “Fogo amigo

  1. CONCORDO!!!!!!!!! Parabéns!!! E a argumentação, após o “estrago” é tão ruim, quanto a campanha em si: “Se tantos se revoltaram, por que tantos ainda desrespeitam?” – PORQUE OS QUE SE REVOLTARAM NÃO SÃO OS QUE DESRESPEITAM!!! Simples, assim!. Abraço.

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