FOTO_zika
DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Foto mostra em close um mosquito picando uma pessoa.

Por Ciça Melo
Deu Zika! Sim, deu zica, literalmente. Até poucos dias atrás, a questão da deficiência estava ligada ao acaso. Mesmo que, a genética tenha influência em várias deficiências, até na genética o acaso está presente. Se pensarmos em termos de riscos ambientais, naturalmente, diremos que podemos nos “proteger” de tais com cuidados básicos. Entretanto, agora, um mosquito pode ser o transmissor de uma deficiência.

Sabemos agora, que o Zyka vírus é transmitido pelo mosquito aedes aegypit, e que o mesmo, está relacionado a microcefalia. Rapidamente, pessoas passam a se preocupar em vestir calças e blusas de manga comprida, mesmo que em pleno verão. Repelentes passam a fazer parte do cotidiano – principalmente, das grávidas. E a deficiência, passa a ser pensada de forma mais constante. Uma enorme preocupação.Afinal, a microcefalia é uma condição grave, irreversível. As crianças com microcefalia podem ter conseqüências severas, tais como: deficit intelectual, autismo, rigidez dos músculos, entre outros. Segundo o jornal O Globo, até dia 28 de novembro, foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 311 municípios espalhados em 14 estados. Isto significa, um aumento enorme de casos de microcefalia no Brasil.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta global nesta última terça-feira (1 de dezembro) sobre a epidemia do Zyka vírus. No comunicado, a organização reconhece a relação entre o vírus e os casos de microcefalia. O documento apresentou mapas comparativos de 2014 e 2015, que corroboram com a explosão de casos no Nordeste, principalmente – onde os casos se multiplicaram em até 20 vezes.
Muito tem se falado sobre esta epidemia e os médicos que têm acesso aos relatórios do governo dizem que os dados são alarmantes. Estive semana passada num simpósio na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, onde uma pediatra chegou a comparar a situação do momento com aquela vivida no passado em relação a febre amarela.
Entretanto, pouco se fala, que nesta semana ainda, estará sendo decidido o destino destas crianças. Sim, podemos e devemos evitar que mais crianças nasçam com deficiência. Todavia, mesmo que eliminemos os mosquitos, mesmo que trabalhemos para minimizar os riscos ambientais. O acaso continuará existindo e precisamos aceitar que estas crianças com deficiência existem. Precisamos aceitar o fato de que elas precisam estar nas escolas junto com todas as outras.
Encaremos de frente a questão, não voltemos ao tempo em que crianças eram escondidas em casa por suas deficiências. Quinta-feira, dia dez de dezembro, pode ser o dia que o destino destes tantos bebês nascidos agora, já esteja traçado. Destinados a viver segregados, longe se seus irmãos e primos.
Que este momento de alerta sirva para lembrar a todos que  qualquer que seja o motivo, devemos ter escolas para todos sempre!
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