FOTO_VENTOS
DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Foto que mostra uma pilha de tijolos de construção e uma colher de pedreiro ao lado.

Por Carla Codeço

O ano de 2015 terminou com ares de recomeço. Recomeço com arestas aparadas. Recomeço com promessa de igualdade. Igualdade e respeito às diferenças. Este ano começa a vigorar a Lei Brasileira da Inclusão – LBI, que não trouxe em si nenhuma novidade, mas vem para detalhar e especificar de forma que os diretos das pessoas com deficiência fiquem ainda mais claros.

Eu falo das escolas. Este recomeço promete acesso à toda e qualquer escola. Acesso sem surpresas. Matriculou seu filho certo de que pagaria uma mensalidade como os demais alunos e foi surpreendido com valores extras só porque seu filho tem alguma deficiência? Matriculou seu filho naquela escola de bairro, escolhida a dedo e foi surpreendido quando havia dever de casa para todos menos para o seu filho que tem deficiência? Se organizou financeiramente para assumir os gastos escolares de seu filho e quando foi efetivar a matrícula foi surpreendido por ter que arcar financeiramente com uma mediadora, exigida pela escola, para que seu filho possa de fato ser matriculado? Conversando com os outros pais da turma do seu filho foi surpreendido ao saber que houve prova de matemática para a turma e que para o seu filho não houve nenhuma atividade proposta?

Os ventos que sopraram nos últimos meses de 2015 trouxeram ares de igualdade de direitos. Igualdade esta garantida por lei já desde há muito tempo, mas negada de forma sistemática a várias famílias, por muitas escolas, de diversas maneiras.

Em 2016 começamos uma nova fase. Iniciamos a construção de escolas que existam de fato para atender a todos os alunos. E esta construção depende de todos nós. Chega de pais acuados, magoados e isolados pelo sentimento de não pertencimento. Temos que estar juntos e fortes dando norte para que as escolas de nossos filhos sigam no caminho certo. No caminho da lei. Caminho justo e de qualidade. Caminho de construção de um futuro de que possamos nos orgulhar.

Será uma fase nova para o meu filho, para o seu filho e também para todos os demais alunos que não têm deficiência. Todos terão o seu direito ao convívio com a diversidade humana preservado. O respeito e o reconhecimento das diferenças, das crenças, das necessidades individuais preservado. Porque, é preciso dizer, estamos educando para um mundo plural. Estamos educando para um mundo mais tolerante, mais humano.

E na escola do seu filho? É perceptível também o vento fresco da mudança?!

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