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DESCRIÇÃO DA IMAGEM: a foto traz um guardanapo do restaurante dois em cena, em que se lê: “Parabéns! Parabéns! Parabéns! Vocês são lindos! Tudo! Fico maravilhada! Parabéns! Quem sou eu para achar qquer coisa… Sou nada. Mas estou maravilhada. É o que eu quero ver sempre… Um resultado assim. BJS”
Estávamos nós, em família, no restaurante. Mais um domingo daqueles em que bate uma preguiça de cozinhar e lá vamos nós pra rua almoçar.

Papo vai, papo vem, quem quer o quê. Cada um de nós faz seu pedido ao garçom. Rafa não tem dúvidas, vai no seu prato favorito que, aliás, é o favorito da maioria dos brasileiros: arroz, feijão e bife. E complementa! Ah, um suco de abacaxi com hortelã, por favor!

Conversa vai, conversa vem, chegam os pratos e vamos nos organizando para saborear. Estava tudo delicioso.  Aproveitamos este momento para saber como foi a semana de cada um, planos futuros, quereres, chateações. Estar em família! Depois da refeição, sobremesa e cafezinho. Rafa e Joana vão de sorvete.

Você deve estar se perguntando por que escrevo esta estória aqui neste site sobre inclusão se é uma cena tipicamente normal.

Ah, mas, entre os protagonistas, havia uma pessoa com deficiência intelectual. O Rafa, meu filho do meio, que tem síndrome de Down. Então, estamos sendo inclusivos, usando estratégias especiais e diferenciadas para poder adaptar nosso almoço de domingo ao nosso filho que tem questões específicas ligadas à SD. Será?? Pra nós, era apenas um almoço em família.

Eis que, quando chamamos o garçom para pedir a conta, ele nos trás também um guardanapo. Dobradinho. Um guardanapo com um bilhete. Um bilhete que nos qualifica como uma família nota dez que lida com a deficiência como deveria ser! De uma forma maravilhosa! Bem resolvida!

Então, vou contar o segredo pra vocês. Sabe o que é preciso para ser uma pessoa verdadeiramente inclusiva??! Olhar o outro. Simples assim. Não como você gostaria que ele fosse, não como ele deveria ser, mas como ele é e respeitá-lo e cuidar do outro como devemos cuidar de todos e de cada um. Mas e se este outro tem alguma deficiência? É simples, olha para a pessoa em primeiro lugar. A deficiência é apenas mais uma de suas muitas características! Quem sabe, assim, mais bilhetes como esses serão entregues a muitas famílias… até chegarmos a um ponto de não ser necessário mais bilhete algum!

Um comentário em “Por mais bilhetes, por menos bilhetes

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