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DESCRIÇÃO DA IMAGEM:  a foto mostra quadrados em madeira que formam, em inglês, a expressão: ME TOO (eu também). Crédito: Pexels/Shamia Casiano

Há um tempo, recebi uma circular da escola, convidando para uma reunião sobre inclusão e a questão dos alunos com deficiência. Ora, o meu filho não tem deficiência. Então, esta reunião não seria para mim, certo? Por que deveria “perder meu tempo” e me importar com algo que não me afeta diretamente?

Eu sou uma “pessoa do bem”, procuro ser gentil e ser uma cidadã correta. Pago meus impostos, não furo fila, não estaciono em vaga para idoso, deixo o assento preferencial vago para quem tem direito, cedo o meu lugar no metrô para quem precisa… Então, por que não usar este tempo para praticar exercício ou meditar ou chegar mais cedo em casa ou ficar à toa ou tomar um banho mais demorado em vez de ir à reunião que “não me diz respeito”? Por que não?

Elementar, meu caro… pelo simples fato de que, mesmo não tendo um filho com deficiência, eu me importo!

Tem mais: eu me importo e quero saber como a escola está buscando soluções para promover a inclusão e quero ouvir os pais e os profissionais que estão envolvidos diretamente no assunto.

Eu acredito que a inclusão não se faz somente nas escolas, mas em casa, nas ruas, nas empresas, no dia-a-dia banal e cotidiano de cada um de nós…

Então, eu fui a esta reunião, sim, porque um dia eu li um artigo da minha querida amiga Fabiana Ribeiro chamado “Nove não são dez“. Não adianta a escola tentar promover a inclusão em seu ambiente, se o telefone não toca no fim de semana, convidando o colega com deficiência para a festa de pijama ou comemoração de aniversário.

Meu filho não tem deficiência, mas eu fui à reunião, sim! Porque a inclusão das pessoas com deficiência vai esbarrar em como meu filho pode ser um agente deste processo. atua em sala de aula, se comporta na escola e age com seus colegas.

E, espero, para não perder a fé na humanidade, que outras reuniões como essas apareçam no meio do caminho e que sempre estejam cheias de pais e responsáveis por crianças com deficiência e, principalmente, de outros tantos que, hipoteticamente, não têm nada a ver com isso… (Flavia Parente)

2 comentários em “O que eu tenho a ver com isso? 

  1. Flavia otimo post. Semanaque vem vamos fazer a primeira roda de conversa no colegio São Vicente sobre inclusão. Vocês foram as inspiradoras desse evento!!! Obrigada Paratodos!!!

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